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terça-feira, 8 de março de 2011

A Caixa

O que você faria se alguém deixasse na porta da sua casa uma caixa lacrada?
O que você faria se recebesse uma oferta que poderia te transformar em milionário? Proposta tentadora não é? Especialmente se você e sua família estão enfrentando problemas financeiros... E é exatamente essa proposta que Norma Lewis ( Cameron Diaz) recebe, no entanto, como nada vem assim tão fácil, Norma precisaria fazer uma escolha: poderia apertar o botão e ficar milionária, porém alguém em alguma parte do mundo iria morrer em conseqüência
dessa ação ou simplesmente devolver a caixa para um homem que se apresentou como Senhor Stuart (um homem de meia idade que possuia uma deformidade no rosto).
Norma e seu marido Arthur vivem dias de agonia até decidir o que fazer, já que Arthur não havia sido promovido como esperava e ela perdera a bolsa para o filho na escola.
Durante uma conversa, eles acabam decidindo que seria melhor apertar o botão e dessa forma resolver todos os
problemas da família, no entanto, o inferno estava apenas começando na vida deles. Logo após Norma apertar o botão da caixa, o Sr. Stuart apareçe com uma maleta cheia de dinheiro, recolhe a caixa e se despede do casal Lewis.
Muitas coisas estranhas começam a aconteçer com a família Lewis, de modo que eles se arrependem de terem apertado o botão, pois agora suas vidas estão em ri
sco e eles pareçemnão saber o que fazer. Certa noite eles vão a um jantar de noivado e um dos presentes era u
ma caixa, semelhante à que eles receberam, com a foto da pessoa que havia morrido em decorrência da ação de Norma, e depois disso... muitos outros eventos estranhos começam a ocorrer.

Os Lewis passam a ser observados a todo instante, todas as ações de Arthur para tentar descobrir o que estava aconteçendo eram sempre descobertas pelo Sr. Stuart, que os alertava dizendo que tinh
a "muitos empregados" e portanto não adiantava tentar fazer algo sem que ele soubesse.
Em uma conversa com um de seus empregados, o Sr. Stuart é questionado sobre o que de fato estava fazendo, e eles responde: " Estou fazendo um teste ... se eles não apertam o botão tudo bem; mas se a raça humana não é capaz de negar
ao dinheiro pelo bem de outros membros de sua própria espécie, então, tal raça deve ser extinta.
Uau pessoal... fico pensando se um dia Deus resolvesse vir aqui embaixo fazer esse teste com a gente hein? Tenho minhas dúvidas se alguém ia escapar, pois atualmente o DINHEIRO tem sido a palavra-chave da vida da maioria das pessoas, e a oportunidade de ficar rico é muito sedutora aos olhos das pessoas, que nem mesmo se importam com quantos terão que se machucar para que isso aconteça; Quer um exemplo simples? O nosso tão assitido BBB, quem se inscreve em um reality show como esse, usa a desculpa de que aquilo é um jogo, para trapacear de todas as formas possíveis e impossíveis, na tentativa de sair dali milionário.

Voltando ao filme, é óbvio que não vou contar tudo o que aconteçe né? rs... Quem me conheçe já sabe bem como eu sou, mas sugiro que vejam... a estória é legal e pelo menos em mim provocou reflexões! ah... A Cameron Diaz definitivamente não nasceu pra fazer filme de suspense... nossa senhora!! Se eu fosse ela ficava com as comédias românticas mesmo!!

Comentem!

Nessa

segunda-feira, 7 de março de 2011

Do Começo ao Fim

Acabei de ver Do Começo ao Fim... daí me dei uns trinta minutos para digerir a estória e finalmente vir aqui postar pra vocês. Diria que é um filme impactante, ousado e ao mesmo tempo triste....
A médica Julieta ( Julia Lemmertz) é mão de Francisco, fruto do seu primeiro casamento e de Thomás, fruto do seu s
egundo casamento com o arquiteto Alexandre ( Fábio Assunção). Desde muito pequenos era notório o apego que esses meninos tinham um pelo outro, e
com o passar dos anos, Julieta come
ça a perceber que esse apego era um pouco diferente, pois os meninos eram íntimos demais... e tal intimidade já ultrapassava os limites de uma amizade normal entre irmãos. Por ser mais velho, Francisco era o mais protetor, e estava a todo instante cuidando para que seu irmão estivesse sempre feliz, certa vez, quando Thomas estava sendo repreendido pelo pai por ter desperdiçado seu material de trabalho, Francisco entra na sala e o defende com tanta "vontade" que Alexandre e Julieta se assustam, pois percebem que a situação já estava ficando fora do controle.
Os meninos vão crescendo com esse enorme carinho, carinho esse que acaba se transformando em uma sólida paixão. Lev
ando em consideração que eles moravam no Brasil, e refletindo sobre o preconceito ainda existente no nosso país em relação a homossexuais faz do filme um pouco IRREAL, devido à total falta de conflitos nessa relação. A aceitação da família é muito rápida e sem conflito nenhum, como se os pais já tivessem noção de que essa relação incestu
osa fosse acontecer de um jeito ou de outro, quando na verdade, é muito pouco provável que uma família agisse dessa forma em uma situação tão delicada como essa.

Com o passar dos anos, Francisco e Thomás vivem a experiência da morte... primeiro Francisco perde o pai e anos depois ambos perdem a mãe. Acredito que nesse momento eles acabem encontrando um no outro o carinho e proteção que precisariam nesse momento da vida. Uma das coisas mais irreais na minha opinião, foi o fato de Alexandre sair da casa alegando que já estava mais do que na hora de Francisco e Thomás morarem juntos... talvez essa situação seja ainda mais difícil para um pai do que para uma mãe, já que eles tem esse histórico de
machismo bem maior do que as mulheres; e uma atitude dessa mostra uma aceitação muito grande, que no meu ponto de vista, não aconteceria com tanta facilidade.

Francisco se tornara médico e Thomas um nadador profissional, e por haver s
e destacado durante os treinos, acaba recebendo o convite de treinar durante três anos na Rússia, o que acaba pesando na relação dos dois, que desde a infância nunca haviam se separado.

Depois de muita conversa, os dois decidem que o melhor para Thomas era de fato aceitar a proposta e passar esse tempo na Rússia. A relação acaba estremecendo um pouco, pois ambos sentem muito a falta do outro, e é em uma tentativa de tentar esquecer um pouco a saudade de Thomas, que Francisco decide sair à noite para boites. Ele acaba conheçendo uma moça que se encanta por ele, e apesar de tentar, Francisco não consegue esqueçer Thomas e acaba dispensando a garota.

A estória é praticamente essa, e acredito que o pecado do filme foi mesmo a falta de conflitos que está sempre presente
em qualquer relacionamento. Talvez a insegurança causada pela distância pudesse ter sido mais explorada, talvez até mesmo um triângulo amoroso pudesse ter sido formado para tentar puxar um pouco mais para a realidade de um verdadeiro casal. É óbvio que atualmente qualquer casal gay sofre preconceitos que começam dentro da própria família, e em Do começo ao Fim tais preconceitos simplesmente não aconteçem... e não podemos esqueçer que além da homossexualismo, a relação dos dois era incestuosa, o que com certeza seria um agravante para o problema do preconceito.
O filem foi dirigido por Aluizio Abranches e falando dos atores, eu sou meio suspeita pra falar da Julia Lemmertz porque sempre gostei muito do trabalho dela, mas quero chamar atenção para os atores Rafael Cardoso e João Gabriel que foram muito bem nas interpretações de Thomás e Francisco. Esses personagens acabam exigindo um pouco mais do ator e acho que eles se saíram muito bem.
Costumo dizer que quando a gente consegue se sentir parte da estória, a gente pode afirmar que os atores de fato cumpriram o seu papel, e em Do Começo ao Fim, dá pra sentir o carinho e a paixão do casal e também a preocupação de mãe sempre estampada no rosto da Júlia, e o interessante é que a maioria das cenas em que a gente fica preocupado junto com ela, não tem falas... e acho que isso é de fato mais extraordinário! Essa conversa me faz lembrar mais uma vez de O Cisne Negro, toda aquela questão da dança... do dançarino ter que ser também um ator para passar tudo aquilo que a música reflete!

Enfim, eu super indico Do Começo ao fim!! É uma estória polêmica e muito bela!

Nessa


domingo, 6 de março de 2011

Atração Perigosa



Confesso que quis ver esse filme só pra ver como a Blake Lively se sairia depois de tanto tempo interpretando a Serena na série Gossip Girl; acabei me empolgando quando vi o Ben Afleck na capa... mas tudo não passou de empolgação viu gente; simplesmente detestei o filme!
O filme conta a estória de uma gangue que roubava bancos, e em um desses roubos um dos ladrões, Doug, acaba conhecendo Claire, a gerente do banco que é obrigada a abri o cofre para que o grupo efetue o roubo, no entanto alguém dispara o alarme silencioso
e os bandidos decidem levar Claire como refém. Lindo cenário para uma estória de amor né? Pois é de fato o que aconteçe, pois Doug começa a seguir Claire, inicialmente apenas para sondar se ela tinha visto ou ouvido alguma coisa que pudesse comprometê-los, mas ele acaba se envolvendo e se apaixonando de verdade.

O filme gira em torno desse romance proibido e da vida do bando em Charlestown, sempre planejando novos assaltos à bancos e carros-forte... Achei que o filme deixou a desejar em tudo: faltou mais ação, mais romance... mais tudo... mais estória mesmo! A Blake continua super travada... esse é o segundo filme que eu vejo com ela depois
de Gossip e ainda não consigo considerá-la uma boa atriz; falta muito... mas a exemplo de Kate winslet e Leonardo di Caprio - ainda tem jeito!

Bem... o filme foi dirigido pelo próprio Ben Aflfeck , mas na minha opinião a estória não convence! Eu não indico... mas se alguém assitir vou adorar ouvir mais comentários!

Nessa


Amor por Acaso




Qual é a menina que nunca ficou encantada com o Superman hein? E no meu caso não tem jeito, sempre que vejo o Dean Cain em algum filme sempre vou me lembrar do Superman... até quando ele faz papel de vilão como eu Busca Alucinante ( com a Britanny Murphy)... mas não vamos ficar falando dele não; afinal de contas o post é sobre esse filme Brasileiro/Americano dirigido pelo Márcio Garcia ( eu juro que não sabia que ele era diretor também!) e estrelado pela Juliana Paes e o Rodrigo Lombardi também faz uma ponta no filme. Antes de mais nada também preciso confessar que adoro a Juliana, mas sou meio preconceituosa com o cinema nacional ( I can't help it! - sorry).
Quando estava de férias Amor por Acaso estava em cartaz no cinema, mas acabei optando por ver O Turista... mas a pulguinha continuou atrás da orelha porque fiquei extremamente curiosa pra conferir essa mistura de cinema nacional com americano e também pra ver a atuação do Márcio como diretor... Bom, acabei de matar a minha curiosidade e devo dizer que o filme é bom; uma comédia romântica leve com umas pitadas de comédia que eu indicaria pra quem tá querendo relaxar e se divertir.
O filme conta a estória de Ana ( Juliana Paes), u
ma supervisora de uma loja de departamentos no Rio de Janeiro, que vê sua vida de transformar depois da morte se deu pai, pois o mesmo deixa como herança uma dívida de 500 mil reais. Ana ainda tinha que se preocupar com seu irmão, que vivia pedindo dinheiro empretado para pagar dívidas de jogo. Apesar de tudo, seu advogado Vítor, consegue encontrar uma luz no fim do túnel, pois a avó de Ana , que havia falecido recentemente, tinha uma casa na Califórnia, e como ela era a parente viva mais próxima, ela herdaria a casa, então era só vender o imóvel e pagar as dívidas, mas é claro que as coisas não são tão
simples assim....

Então Ana vai para a Califórnia com Vitor e quando chega na propriedade, descobre que ela está ocupada por Jake ( Dean Cain) e que o mesmo havia transformado a casa antiga em uma pousada... Ana e Jake então começam a brigar pela posse da casa; mas o legal é que mesmo nessa parte das discussões o filme manteve o clima amistoso; e é nessa amizade que os dois começam a se enxergarem com olhos diferentes ... e lentamente se apaixonam.

Enfim, Amor por acaso (Bed Breakfast) é
um filme para os românticos que gostam de apreciar uma estória de amor, dessas de filme mesmo, dirigidas pelo acaso... lembram que quando eu postei sobre Eat, Pray, Love eu disse que era um filme que até dava uma "vontadinha" de se apaixonar? Pois é... vou repetir o comentário com Amor ao Acaso; é um filme que dá para ver com a família inteira ( diferente da maioria dos filmes nacionais). Só achei que o romance acaba aconteçamo muito no final do filme... a gente nem curte o casal direito, pra vocês terem uma idéia o primeiro beijo deles acontece na ultima cena do filme... ultima mesmo, faltando uns 2 minutinhos para acabar... essa é a minha unica crítica.

Super indico!
Obs.: Mas tenho que fazer uma reclamação; a ultima cena do filme foi uma propaganda desesperada do Head and Shoulders! Fala sério né? Melhor colocar os patrocinadores no final... gente! rs

sábado, 5 de março de 2011

Bruna Surfistinha



Desde que vi na TV que eles iam fazer uma adaptação cinematográfica do livro O doce veneno do Escorpião e vi a empolgação das atrizes( Natália Guimarães, Mel Lisboa, Karen Junqueira... e provavelmente outras que eu não sei) disputando à tapa para ganhar o papel principal do filme, fiquei realmente muito curiosa para saber porque tanta cobiça e pra saber também do que se tratava o livro. Depois de ler o livro a pergunta que não queria calar era: por que vão inventar de adaptar logo esse livro, com tantos livros bons que a gente tem aqui! É por isso que o cinema brasileiro não vai pra frente mesmo... Semana passada meu pai falou com um pesar que o Brasil não tinha ganhado nada no Oscar; e fala sério hein gente... é algo super compreensível!

Bem... como todo mundo já sabe, o filme conta a estória da ex garota de programa Raquel Pacheco conhecida pelo codinome Bruna Surfistinha que acabou ficando famosa devido ao sucesso de um blog que ela mantinha na internet como forma de fazer contatos e conseguir novos clientes. Prostitui
ção é um tema muito polêmico, afinal de contas a gente nunca sabe ao certo o que leva uma pessoa a comercializar o corpo de uma forma tão brutal, correndo risco
s altíssimos de contrair DSTs ou inclusive de sofrer inclusive violência física por parte de clientes. Mas o que me vêm à cabeça quando penso nessas coisas é que de
fato as pessoas que trabalham com isso tem uma vida difícil, sem oportunidades na vida e que acabam encontrando na prostituição uma forma de sobreviver... muitas vezes as meninas tem filhos ou pessoas que dependem financeiramente delas,como é o caso de uma das
meninas do filme, e a única opção encontrada é vender o próprio corpo.

No caso de Raquel as coisas eram diferentes, pois ela vinha de uma família paulista de classe média-alta e não tinha g
randes necessidades de trabalhar com prostituta, no entanto, esse foi o caminho que ela escolheu... e quando a gente escolhe alguma coisa na vida, a gente já escolhe sabendo
que as consequências virão, e acho que junto com elas é preciso vir também a
maturidade de assumir o que você tá fazendo e não tentar se tornar a vítima da situação, e essa é a minha maior bronca com o filme.

A menina tinha 17 anos e é óbvio que ela tinha problemas de relacionamentos em casa com a família, óbvio que teria problemas com o irmão mais velho, por ele já ter concluído os estudos e estar trabalhando ... mas essa coisas são frutos da adolescência, que é uma fase complicada, onde a g
ente precisa mesmo ter um pouco de paciência com a gente mesmo, porque a verdade é que tudo passa
Daí a "patricinha" muda de cidade , vai trabalhar em uma espécie de prostíbulo onde cada programa custava 100 reais, sendo 60 da casa e 40 da menina... Bruna começa a fazer muito sucesso ent
re os clientes que freqüentavam o lugar... estava trabalhando muito e conseguindo juntar uma gran
a; até que uma das meninas, viciada em drogas, rouba o dinheiro dela para comprar pó e isso acaba gerando uma confusão enorme entre as meninas, já que Bruna era vista como uma patricinha ladrona de clientes.mesmo... já pensou se todo mundo que passa por esses tipos de problem
as resolve fugir de casa pra se prostituir? Pra mim, sinceramente, não teria problema nenhum... desde que a pessoa não tente se colocar depois em uma situação de vítima, tipo: " eu fiz isso porque meus pais não me amavam!" MENTI
RA! Você fez isso porque você quis...


Quando tudo se resolve, a dona do bordel acaba encontrando drogas na casa e logo procura as responsáveis, Bruna acaba assumindo e é posta pra fora da casa; e é nesse momento que ela resolve m
ontar seu próprio negócio, alugando um apartamento e divulgando seus serviços através de um blog na internet. Logo ela começa a bombar, chegando a fazer cerca de seis programas em um único dia... faturando muito dinheiro e morando em um apartamento de luxo ela começa a usar muita droga, os programas começam a diminuir e ela começa a passar necessidades, porém um dos seus clientes ( o mais antigo mostrado no filme) acaba se apaixonando por ela; e acaba estando disposto a ajudá-la, inclusive ele se separa da mulher para ficar com ela... ( depois vejam a estrevista dela no Jô, ele apareçe e fala como a conheçeu) - o cara tem que ser muito macho e apaixonado pra confessar assim em público que a conheçeu na profissão!

O filme começa e termina com a mesma cena... como ela já não tinha mais o glamour de antes ( a casa bonita, os amigos influentes, etc... ) acaba parando um bordel de quinta categoria onde or programas custavam vinte reais sendo 10 da casa e 10 da garota... e assustador e nojento imaginar a fila de homens sujos, truculentos à espera de uma menina que satisfizesse seus mais sujos desejos sexuais por dez reais... eu disse dez reais! O lugar é um nojo... um corredor cheio de quartos e uma fila sujeitos horrorosos... a menina terminava com um e outro logo en
trava.... Eu sinceramente não compreendo como uma pessoa pode se sentir "feliz" em um ambiente desses... como alguém pode gostar de transformar seu corpo em um simples objeto de prazer para o outro... é muito triste pensar em tantas pessoas que vivem nessa situação!

Enfim, não achei o filme lá essas coisas... a Bruna apareçe como a vítima da falta de amor da família, inclusive em uma das milhares de entrevistas que ela deu quando lançou o livro ela conta que virou para o pai e disse que ia ser puta ( desculpa o palavriado gente) porque era desse jeito que ela ia ser feliz! Mas como meu Deus... como uma menina de 17 anos por der tanta certeza de que encontraria a felicidade vendendo seu corpo?

Mas enfim; uma coisa eu aprendi com o filme... QUEM SOMOS NÓS PARA JULGAR?
Cada um faz da sua vida aquilo que acha melhor e aos outros cabe apenas respeitar;
pode até não concordar; mas respeito acima de tudo!

Comentem!!!!

Nessa

Obs: No filme diz que a classificação indicativa é para 14 anos; mas na minha opinião deveria ser 18; tem cenas de nudez e sexo sim; sem falar na temática pesada para a faixa etária de 14...

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Orfã

Feriadão chegando... sabe como é né? Vou logo procurando um filminho pra assistir e depois vir correndo postar aqui. Apesar de os filmes de suspense não serem os meus favoritos, hoje resolvidar uma chance à eles vendo A Orfã, e posso dizer que desde que vi O chamado, não tinha gostado tanto de um suspense.
Falando do casting... eu acho a Vera Farmiga uma excelente atriz ( Ela fez O menino do Pijama Listrado e Up in the Air), e como não podia ser diferente, ela arrasou em A órfã, provando que pode atuar em qualquer tipo de filme!

O filme conta a estória de uma famíl
ia que passa pela triste experiência de perder um filho... O filme já começa com a personagem Kate tendo mais um pesadelo com a filha que não nasceu ( ai... gente; quando eu vejo uma cena de parto normal eu tenho a sensação de que nunca vou parir!). Kate é casada com Jonh ( Peter Sarsgaard) e tem dois filhos; a fofíssima Max, que nasceu com um problema auditiv
o e o mais velho Daniel.
Kate sentia que a família estava incompleta.... e devido à perda da filha Jéssica, ela acaba convencendo o
marido a visitar um lar para órfãs na tentativa de adotar uma menina, e diferentemente da pr
eferência da maioria dos casais que freqüentemente optam por bebês, John and Kate decidem adotar uma menina mais velha.
Chegando no orfanato, eles logo s
e encantam por Esther... ela parecia a menina perfeita... tão articulada, intelige
nte, uma excelente pintora e extraordinariamente madura em comparação com as meninas da sua idade...
Jonh and Kate decidem logo adotar Esther... afinal, todas as informações fornecidas pela escola eram excelentes e eles tinham adorado a garota.... Mas colocar um estranho em casa pode causar sérias conseqüências!
Esther chega na casa, como quem não quer nada e logo conquista a amizade de Max e a antipatia de Daniel... Aos poucos a menina de voz doce e rosto angelical começa a mostrar suas garras empurrando violentamente uma menina de um escorregador tendo como única testemunha e pequenina Max, que nunca contava para ninguém as maldades da sua mais nova irmã.
Um certo tempo depois da adoção, uma das Irmãs que viviam no orfanato onde Esther morava, descobre informações novas à respeito da menina, e decide contar o que havia descoberto para Kate e Jonh... A visita da freira só desperta a desconfiança de Kate, mas em contrapartida desperta também a confiança cega que John depositava na menina e o casal começa a ter problemas de relacionamento.
Esther enxerga na Irmã uma ameaça, e como toda boa psicopata, ela rapidamente bola um plano de eliminá-la... e mais uma vez envolve a doce Max no plano que acaba com o assassinato da Irmã. Esther e Max pareçem ser muito próximas, no entanto tudo o que a pequena Max sentia pela irmã adotiva era medo... pois ela sempre testemunhava tudo o que Esther fazia... E acreditem; isso me fez pensar na minha posição enquanto professora em uma sala de aula... Eu detestaria pensar que meus alunos me temem... prefiro pensar que eles me respeitam; mas será que
respeito e medo não andam juntos? É possível separá-los? Será que é importante que eu seja autoritária de vez em quando ou isso é só para os métodos antigos? Complicado hein...

Enfim... Esther se revela uma psicopata de alto nível, e Kate era a única pessoa que conseguia realmente enxergá-la, o problema é que seu marido John parecia enfeitiçado pela garota e sempre a defendia com veemência. Esther era uma menina extremamente manipuladora e conseguiu com que todos pensassem que Kate estava passando por algum tipo de distúrbio e que necessitada de cuidados médicos mais precisos.


No final do filme, quando Kate percebe que Esther tinha tentado matar seu filho Daniel, ela a esbofeteia no hospital e acaba sendo sedada e internada... John volta para casa com Esther e Max e só então descobrimos que a menina sofria do complexo de Édipo, e desde o momento em que fora adotada o plano dela era somente matar toda a família e seduzir o pai... ela se arruma com uma maquiagem pesada, sandália alta e um vestido provocante e tenta seduzir John; como ele não cede às provocações dela... AHAH... não conto o que aconteçe!!

Quem me conheçe sabe que eu odeio contar final de filme... espero que vocês vejam A Órfã e que gostem o tanto que eu gostei. O fato da pequena Max ser surda me fez pensar no quão difícil é ter esse tipo de deficiência... como a família e os amigos tem que fazer um esforço de aprender libras para que aquela pessoa não fica completamente isolada do mundo... e no filme talvez o que fez com que Max confiasse tanto em Esther no início, foi o fato de ela ter aprendido tão rapidamente a usar a língua dos sinais para se comunicar, coisa que seu irmão Daniel nunca fizera.

Nossa gente... como é difícil ser mãe! O ato de parir já não é muito bonito de se ver... e criar uma criança; ter alguém ali que depende inteiramente de você deve ser muito complicado... no final do filme em uma das cenas de luta entre Kate e Esther; a mãe se vê obrigada a pular de uma certa altura para proteger a filha; pois caso ela não fizesse isso, Esther com certeza machucaria Max...
Escolher entre a sua própria vida e a vida de outra pessoa só mãe mesmo né gente? ( os pais que me desculpem) ... é claro que existem exceções entre os pais, mas acho que amor de mãe é de fato inconfundível.

Enfim, pra quem está procurando um suspense capaz de causar alguns sustinhos e alguns momentos de reflexão ... eu indico A Órfã... pior que depois desse filme, quem estiver pensando em adotar, vai pensar duas vezes hein! ....